Sobre Lourival de Jesus Serejo Sousa

Lourival de Jesus Serejo Sousa, Nascido em Viana (MA), Bacharel em Direito Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1976, foi advogado e promotor de justiça, é Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Como Juiz de Direito, serviu nas comarcas de Arari, Brejo, Imperatriz e São Luís, onde foi juiz auditor da Justiça Militar, juiz da 3ª Vara da Família, juiz corregedor, membro do Tribunal Regional Eleitoral e diretor da Escola Superior da Magistratura (Esmam), da qual é professor. Iniciou sua carreira literária em 1992, em Imperatriz, com "O Presépio Queimado", sua primeira obra. Livros publicados: Rua do Porto, Contribuições ao Estudo do Direito, Direito Constitucional da Família, Do Alto da Matriz, O Baile de São Gonçalo, As Provas Ilícitas no Direito de Família, Programa de Direito Eleitoral, A família partida ao meio. Membro da Academias Maranhense de Letras, Maranhense de Letras Jurídicas, Vianense de Letras e Imperatrizense de Letras.. Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família.

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Lourival Serejo

Não será surpresa se, em breve, essa chamada que titulariza esta crônica, aparecer nos classificados de algum jornal: Vende-se uma Igreja.

Para que não fique nenhuma dúvida, a grafia é com “I” maiúsculo, de Igreja como instituição religiosa, apesar de que, em vários países da Europa, muitas igrejas, com “i” minúsculo, já foram vendidas por falta de fiéis. Ouvi o depoimento de alguém que se surpreendeu ao ver uma antiga igreja, no Canadá, transformada em um supermercado.

O comércio de Igrejas evangélicas de todos os matizes propagou-se, no Brasil, de forma surpreendente, talvez por inspiração da reconhecida riqueza do dono da maior de todas.

Tudo começa de maneira tipicamente comercial: aluga-se uma sala, compram-se cadeiras e pôe-se o título do novo templo com letras bem graúdas: Igreja da Divina Esperança, por exemplo. Depois que o pastor arrebanha mais de cem seguidores, passa adiante para outro interessado, com vantagem econômica, é claro.

Fiquei surpreso ao saber, quando estive recentemente em Viana, que uma Igreja evangélica de fora, de outro estado, estava oferecendo um milhão de reais por um terreno para construir um grande templo, a fim de concorrer com outra, que ali já se encontra instalada há mais de 70 anos, sem considerar as menores, as quais já estão em elevado número.

Qual a leitura que se pode fazer desse fenômeno? São várias as hipóteses que se pode alinhar. Arisco-me apenas nestas me vêm à mente: falta de novas lideranças na Igreja Católica Romana; a ingenuidade da população que é explorada; as promessas mirabolantes de cura e salvação; a teatralidade das pregações que impressionam uma vasta camada da população inculta; e a comercialização da fé.

Com certeza, este tema desperta discussões em todos os sentidos, até quanto aos novos postulados da fé e na carência de interioridade. Deixo essa discussão para os teólogos, antropólogos e sociólogos, ou, até mesmo, aos psicanalistas. O ponto que desejei ressaltar foi o comercial. Em que ângulo ele pode se encaixar?

 

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