Sobre Carlos Nina

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 No século passado, Bezerra da Silva, cantando “Vírus da corrupção”, dizia: “Quando ele está em campanha diz que vai resolver toda situação. Depois de tá eleito adianta o seu lado e dá uma banana para o meu povão (...). Tira o pão da boca das crianças. Do aposentado e do trabalhador! (...) ele se elegeu. Nada fez (...). E num boeing de luxo desapareceu. Foi comemorar a vitória em sua mansão no distrito federal. Eu só fui saber que ele estava vivo porque saiu como corrupto no jornal.”

 O enredo continua atual no novo milênio. Precisa atualizar apenas boeing, para jatinho pessoal;  jornal, para TV e rede social; e mansão no distrito federal, por hotéis de luxo em Paris ou ilhas paradisíacas no Caribe ou no Pacífico. No mais, só no tamanho do rombo e da quadrilha, que aumenta sem parar.

Os eleitores, porém, com mais acesso à informação, jornais, rádio, TV, redes sociais, whatsapp, começam a reagir em campanhas contra a reeleição dos atuais mandatários, pois já viram que, como canta Bezerra da Silva em Reunião de Bacana, “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”.

Então, pelo sim, pelo não, o melhor seria correr o risco de eleger alguém supostamente não “contaminado com o vírus da corrupção”, referido na primeira canção citada.

O problema é que, para se eleger, não há como ser mocinho o tempo todo. O sistema obriga o candidato ao cometimento de deslizes. Daí a ser bandido mesmo é uma linha tênue.

Para garantir a própria reeleição, diante do risco iminente de que uma campanha exitosa possa fazer uma assepsia geral - e como raposas cuidando do galinheiro – os congressistas pretendem aprovar um sistema de eleição de listas elaboradas pelos partidos.

Alguém tem dúvida sobre quem vai estar no topo das listas?

É uma questão de sobrevivência, para continuar integrando esse círculo privilegiado que usa o patrimônio público em proveito pessoal e vive à custa do erário, exaurindo o povo brasileiro, espoliando-o com uma carga tributária crescente, em detrimento da qualidade (e até da existência) dos serviços públicos que o Estado deveria garantir aos cidadãos.

A população não sabe se está numa encruzilhada ou num beco sem saída. A história – e a música - pode ajudar a entender o momento e inspirar saídas, mesmo de becos sem elas.

As sugestões mais recorrentes remetem à intervenção militar. Outras, de aparente natureza política, têm interesses personalíssimos, disfarçados por essas organizações criminosas em que se transformaram os partidos políticos, que diferem dos comandos que dominam o sistema penitenciário apenas pela cor do colarinho.

O que fazer? Alguém já sugeriu uma saída à francesa. Não aquela em que as pessoas saem de fininho, sem ser notadas. A outra, da Bastilha. Ou o modelo russo, que executou seu Czar, esposa e filhos. São o ideal das organizações criminosas disfarçadas de sociais. Para isso seus líderes têm feito discursos inflamados instigando ao caos, atalho para erguer a guilhotina e empunhar os rifles. 

Enquanto isso, a violência espalha-se e encontra campo fértil nas comunidades desprotegidas e desassistidas pelo Estado, omisso pela incompetência, irresponsabilidade e corrupção de seus agentes.

Onde estará a saída?

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